Introdução

O termo “moda” designa uma opção baseada em critérios de gosto, cuja característica principal consiste em apresentar-se como transitória e sofrer uma renovação constante. Esta surgiu pela mera necessidade que o Homem tinha de se proteger do frio, mas, esta necessidade tornou-se num aspecto cultural.

A grande variedade e a contínua sucessão de novidades no vestuário não existia nas sociedades antigas, que, apesar de variar as suas formas de vestir ao longo dos tempos, as suas modificações não respondiam ao sucesso do que é novo mas às grandes transformações culturais.


Como fenómeno social importante, ainda limitado a um pequeno grupo privilegiado, a moda não se manifestou até ao renascimento, quando os príncipes e nobres se apoiaram em modelos do bem – vestir, ou seja, esta, determinou as diferenças entre ordens e mais tarde classes sociais. Cada ordem (e mais tarde classes) tinha o seu modo de vestir característico que a distinguia e estava expresso na lei.


A partir do séc, XVII, o aparecimento nas principais publicações de figurinos da moda e a posterior divulgação de revistas especializadas, propagaram-na entre as restantes camadas da sociedade. Assim, a iniciativa da moda passou das princesas para os profissionais de alfaitaria, que adquiriram assinalável prestígio e se converteram nos protagonistas de empresas de grande importância económica.


Apesar da generalização da moda nos séc. XIX e XX, esta fixa ainda diferenças sociais e de classe.
Constitui um elemento capaz de inserir o indivíduo no seu grupo social, ao mesmo tempo que oferece determinados padrões estandardizados e os introduz no mercado. Tal como nos dias de hoje, a moda transmite aos outros quem somos.

feito por: Mónica Santos